A campanha presidencial no segundo turno entrou em sua semana final em 19 de outubro de 2026, com Lula e Flávio Bolsonaro intensificando viagens pelo país. Segundo o planejamento divulgado pelas campanhas, os últimos atos devem se concentrar em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
As agendas ocorrem em uma disputa descrita como apertada pelas pesquisas citadas na reportagem. De acordo com os planos das campanhas, os candidatos também buscam mobilizar aliados e conquistar eleitores indecisos.
Os roteiros informados para a semana incluem compromissos no Norte, Nordeste, Sul e Sudeste, antes de os candidatos voltarem a atenção aos atos finais. Lula e Flávio têm agendas previstas em diferentes estados a partir de 19 de outubro.

A participação eleitoral é outro foco das campanhas: 21,08% dos eleitores não compareceram ao primeiro turno, o equivalente a 33,5 milhões de pessoas. As estratégias também miram eleitores que apoiaram candidatos derrotados na primeira votação.
Roteiros de Lula e Flávio na semana final de campanha
O roteiro de Flávio Bolsonaro começou em 19 de outubro, com uma motocarreata em Marabá, no Pará, e um ato em Manaus, no Amazonas. Para 20 de outubro, a equipe previa uma visita a Palmas, no Tocantins, ainda sujeita a confirmação.
Em 21 de outubro, estavam previstas agendas no Maranhão e em Fortaleza, no Ceará. No dia 22, Flávio deveria participar de um ato no Recife, em Pernambuco, com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), aliado que atua na mobilização de apoiadores.
Luiz Inácio Lula da Silva tinha compromissos em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, em 19 de outubro, e em São Luís, no Maranhão, e Petrolina, em Pernambuco, no dia 20. A equipe do presidente também avaliava uma viagem a Belo Horizonte, em Minas Gerais, sem confirmação no roteiro divulgado.
A partir de 23 de outubro, Flávio deveria concentrar a agenda no Rio de Janeiro, onde estava previsto o último debate presidencial, na TV Globo; para 24 de outubro, havia atos em Belo Horizonte e no Rio. Lula tinha caminhadas programadas para 24 de outubro, pela manhã no Rio e à tarde em São Paulo; no dia da votação, 25 de outubro, Flávio previa votar no Rio com a mulher, Fernanda, e seguir para Brasília à tarde para acompanhar a apuração, enquanto parte da equipe se reuniria no comitê do Lago Sul.
Indecisos e abstenção entram no foco das campanhas
Na campanha presidencial no segundo turno, a mobilização de quem não compareceu à primeira votação levou as equipes a planejarem ações específicas para diferentes grupos. No entorno de Lula, uma das prioridades era estimular a participação de eleitores com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo.
A campanha de Flávio buscava evitar a desmobilização de apoiadores em estados onde as disputas para os governos locais terminaram no primeiro turno, como São Paulo e Rio de Janeiro. A avaliação da equipe era que, sem uma eleição estadual em andamento, parte desses eleitores poderia ter menos incentivo para voltar às urnas.
Em Brasília, Lula também deveria realizar uma cerimônia de apresentação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê transporte público gratuito aos fins de semana. Anunciada na semana anterior, a proposta fazia parte da estratégia do presidente para associar sua candidatura a medidas com efeito direto no cotidiano, enquanto disputava com Flávio espaço em temas sociais e econômicos.


