Contexto das Obras em Bauru
A situação hídrica da cidade de Bauru tem gerado preocupações entre os seus habitantes e autoridades locais. A Comissão de Obras da Câmara Municipal tem se mobilizado para discutir e impulsionar a agilidade na execução de projetos relevantes, como o Complexo de Poços denominado “Val de Palmas”. Esse complexo é uma resposta direta à necessidade de garantir fornecimento seguro e adequado de água para a região oeste da cidade, onde a escassez hídrica tem sido um assunto recorrente.
O Impacto da Celeridade na Segurança Hídrica
A rapidez na conclusão das obras de perfuração dos poços se traduziu em uma esperança renovada para os moradores da região. Com a implementação eficiente desse projeto, espera-se que a segurança hídrica na área seja significativamente melhorada. A urgência em finalizar esses trabalhos não é apenas uma questão de eficiência, mas também de necessidade humanitária e ambiental, dado que a água é um recurso essencial.
Reunião da Comissão de Obras: Detalhes Importantes
Na manhã do dia 10 de fevereiro de 2026, uma reunião pública foi promovida pela Câmara Municipal para avaliar os avanços no Complexo de Poços. O encontro reuniu vereadores e diversos representantes da Administração Municipal, facilitando um diálogo aberto sobre o andamento das obras e discutindo preocupações e expectativas.

Quais Poços estão em andamento?
Atualmente, o projeto do Complexo de Poços “Val de Palmas” prevê a perfuração de quatro poços, identificados como P1, P2, P3 e P4. Dentre eles, somente o poço P2 está em fase de perfuração, tendo iniciada sua construção em outubro de 2025. Esta singularidade levanta dúvidas e expectativa sobre a progressão dos demais poços e a garantia do abastecimento adequado à comunidade.
Desafios da Perfuração do Poço P2
O presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), João Carlos Viegas, informou que a perfuração do poço P2 já atingiu 404 metros de profundidade, superando as camadas de basalto e arenito. Contudo, para atingir a vazão de água desejada, é imprescindível que a perfuração alcance 600 metros. Essa necessidade ilustrativa destaca os desafios enfrentados e a complexidade da obra.
Vazão de Água Necessária e Metas a Serem Atingidas
Para garantir que o poço atenda à demanda da população, é fundamental que as expectativas de vazão sejam realistas e alcançáveis. O DAE tem a responsabilidade de assegurar que, ao finalizar a perfuração, a quantidade de água a ser extraída seja suficiente para o abastecimento da região, minimizando riscos de crises hídricas futuras.
Críticas dos Vereadores sobre a Execução
A reunião trouxe à tona diversas críticas dos vereadores em relação à lentidão e à falta de progresso concreto nas obras até o momento. Mané Losila, presidente da Comissão de Obras, expressou sua insatisfação, ressaltando que os avanços apresentados foram insuficientes e que a situação atual causa apreensão. Os demais parlamentares também manifestaram suas preocupações, reforçando o clamor pela urgência na execução das obras.
Reabertura do Processo Licitatório do Poço P1
O vereador Viegas revelou que o poço P1 será financiado pelos próprios recursos do DAE e que o processo licitatório para sua construção deverá ser reaberto até março de 2026. Essa decisão foi motivada pela necessidade de revisitar as tabelas de preços e garantir que não haja discrepâncias que possam prejudicar o andamento da obra.
O Papel da Prefeitura na Reorganização Orçamentária
Renato Purini, secretário de Governo, afirmou que a Prefeitura está comprometida em readequar o orçamento de 2026 para garantir a disponibilidade de fundos próprios para o projeto, enquanto o empréstimo de R$ 40 milhões com a Caixa Econômica Federal ainda não foi concretizado. Essa reorganização pode ser um passo crucial para a continuidade das obras e a garantia de um abastecimento hídrico eficiente.
Urgência na Conclusão das Obras e Crise Hídrica
Frente a todos esses desafios, a urgência em finalizar as obras se torna ainda mais evidente. Com o aumento das preocupações sobre a crise hídrica, os vereadores e membros da comissão enfatizam a necessidade de acelerar a execução dos trabalhos para evitar uma nova situação de escassez de água. “Resolver a questão do empréstimo é algo que não pode esperar”, concluiu Mané Losila, unindo vozes das preocupações da população e exigindo ação imediata por parte das autoridades competentes. O progresso do Complexo de Poços “Val de Palmas” se mostrará não apenas um passo necessário, mas uma solução vital para a segurança hídrica de Bauru.”


